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28 nov - Estética e Filosofia da Arte - AVALIAÇÃO 2 EM GRUPO TIK TOK

Estética

A Estética, também chamada de Filosofia da Arte, é uma das áreas de conhecimento da filosofia. Tem sua origem na palavra grega aisthesis, que significa "apreensão pelos sentidos", "percepção".
É uma forma de conhecer (apreender) o mundo através dos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato).

Importante saber que o estudo da estética, tal como é concebido hoje, tem sua origem na Grécia antiga. Entretanto, desde sua origem, os seres humanos mostram possuir um cuidado estético em suas produções.
Das pinturas rupestres, e os primeiros registros de atividade humana, ao design ou à arte contemporânea, a capacidade de avaliar as coisas esteticamente parece ser uma constante.

Baumgarten

Mas, foi por volta de 1750, que o filósofo Alexander Baumgarten (1714-1762) utilizou e definiu o termo "estética" como sendo uma área do conhecimento obtida através dos sentidos (conhecimento sensível).
A estética passou a ser entendida, ao lado da lógica, como uma forma de conhecer pela sensibilidade.
Desde então, a estética se desenvolveu como área de conhecimento. Hoje, é compreendida como o estudo das formas de arte, dos processos de criação de obras (de arte) e em suas relações sociais, éticas e políticas.

A Beleza entre os Gregos

A filosofia grega, a partir de seu período antropológico, buscou perceber os motivos pelos quais as atividades humanas possuem um comprometimento com um valor estético: a beleza.
Desde o início dos tempos, a ideia de beleza e de bem fazer estão interligadas à produção e transformação da natureza.

Platão

Com isso, o filósofo grego Platão (427-347) buscou relacionar a utilidade com a ideia da beleza. Ele afirmou a existência do "belo em si", uma essência, presente no "mundo das ideias", responsável por tudo o que é belo.
Muitos dos diálogos platônicos têm como discussão o belo, sobretudo O Banquete. Nele, Platão se refere ao belo como uma meta a ser alcançada por todo o tipo de produção.
Entretanto, o filósofo une o belo à sua utilidade e ataca a poesia e o teatro grego. No pensamento platônico, esse tipo de atividade não possuía utilidade e gerava confusão acerca dos deuses e dos objetivos das ações humanas.




Vaso grego
Detalhe de um vaso grego. Na Grécia antiga, beleza e utilidade estavam relacionadas

Em seu livro A República, Platão deixa claro que na formulação de sua cidade ideal, a poesia grega seria afastada da formação dos homens por desvirtuar os indivíduos.

Aristóteles

Em Aristóteles, há a compreensão de arte como técnica destinada à produção. O filósofo busca definir os termos gregos: práxis (ação), poiesis (criação) e techné (regras e procedimentos para se produzir algo).
Sendo assim, passa a ser entendido como arte, tudo o que passa por essas três dimensões, todo o tipo de trabalho e tudo aquilo que produz algo novo.
Entretanto, há uma forte hierarquia entre as artes gregas. As artes da razão, que trabalham com o intelecto, são entendidas como superiores às artes mecânicas, que trabalham com as mãos.

O trabalho com as mãos é compreendido como um trabalho menor, desvalorizado, destinado aos escravos. Cabia ao bom cidadão grego as atividades do intelecto como a matemática e a filosofia.
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7 Artes

As Sete Artes são consideradas 

  • a Música, 
  • a Dança, 
  • a Pintura, 
  • a Escultura, 
  • a Literatura, 
  • o Teatro e 
  • o Cinema. 

  • Não existe uma hierarquia basilar (apenas o cinema ocupa uma posição conhecida, a Sétima), no entanto cada pessoa pode tentar ordená-las. 
  • a Música é a primeira, pois até no mundo animal ela é executada desde os primórdios. 
  • A Dança é praticamente indissociável da Música, logo virá em segundo. 
  • Após o aparecimento do Homo Sapiens, como as formas de expressão eram maioritariamente tácteis surgiu a Pintura e a Escultura. 
  • Na quinta e sexta posições teremos a Literatura e o Teatro, respectivamente. 
  • A Sétima Arte é o Cinema.
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TRABALHO EM GRUPO - RESPONDA:
Onde podemos perceber a construção do conteúdo artístico num aplicativo/rede social?
Nem TV, nem Facebook, nem Twitter, nem sequer Instagram. A ferramenta de comunicação e entretenimento que mais cresce no mundo se chama TikTok e inventou, em um ano, algo que parecia impensável: outra rede social. Nesse caso, não são mensagens engenhosas de 280 caracteres, nem links ou fotos surpreendentemente perfeitas. O formato que propõe é o do vídeo curto e divertido. Uma gravação de 3 a 15 segundos, com música e efeitos, lançada ao mundo pelo telefone, é a linguagem que dezenas de milhões de jovens abraçaram nos Estados Unidos. Mas desta vez a ideia não vem do Vale do Silício; surgiu na China.

MAIS INFORMAÇÕES


A verdade é que o TikTok é hipnótico. Em seu conteúdo há uma vontade de criar, de dar um espetáculo, que não existe em outras redes sociais, onde os usuários comentam ou simplesmente documentam suas vidas. No TikTok as pessoas publicam para fazer rir, dançar, provocar ou assombrar. O vídeo dá uma credibilidade à atual moda de “fazer pose” que as fotos do Instagram não têm. A rolagem de vídeos produz um vício comparável ao dos primeiros anos do Facebook. Segundo dados da empresa na Espanha, os usuários entram em média sete vezes por dia e passam 43 minutos vendo vídeos de poucos segundos. Ao contrário do Facebook, o Tiktok está cheio de energia. E, ao contrário do Twitter, essa energia é geralmente positiva.
...
A origem chinesa do TikTok é a nuvem que paira sobre a expansão desse aplicativo. Segundo publicou o The Guardian em setembro passado, as normas de moderação contêm vestígios de totalitarismo chinês e censuram temas que Pequim não aprova, como o protesto de Tiananmen de 1989 e a independência do Tibet. Pouco antes, o The Washington Post havia detectado que os protestos de Hong Kong quase não têm presença na plataforma. O temor é que esses critérios de moderação possam estar sendo aplicados a usuários fora da China.
A preocupação vai além. Com o TikTok, pela primeira vez um aplicativo chinês penetrou nos celulares de dezenas milhões de jovens nos EUA e, como as redes sociais, está reunindo uma valiosa informação em forma de dados. O secretário do Exército dos EUA, Ryan McCarthy, disse na última quinta-feira que ordenou uma investigação sobre a segurança do app.
A decisão de McCarthy veio após o pedido de Chuck Schumer, líder democrata no Senado, segundo o qual existem possíveis riscos militares num aplicativo controlado pela China e com acesso aos adolescentes norte-americanos. “Especialistas em segurança nacional expressaram sua preocupação pela aquisição e o uso que o TikTok faz dos dados dos usuários, incluindo o conteúdo e as comunicações, endereços de IP, dados de localização, metadados e informações pessoais sensíveis”, escreveu Schumer numa carta a McCarthy. Para Schumer, é especialmente preocupante o fato de que as leis da China exijam que as empresas desse país “apoiem e cooperem com o trabalho de inteligência controlado pelo Partido Comunista Chinês”. A companhia, cuja versão global tem sede em Los Angeles, afirma que é independente da matriz chinesa e que seus centros de dados estão fora da China.
Enquanto surgem essas vozes, o TikTok já está em 150 países e 75 idiomas. Cada dia soma telefones de jovens ao seu hipnótico jogo de transformar os vídeos engraçados de colegas em mais um gênero de entretenimento global.

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